23 junho 2008

À Noite

Olha só, meu amor...
Sem sonho a coisa não vai.

Não se vislumbra a vida,
E ela não se deslumbra com a gente.

E o que se sente na barriga,
Na hora do beijo,
Passa ao vazio de um estômago faminto.

- Sem sonho não há sono.

Olha lá um cantor...
Sem sonho, sem voz e sem mais.

Na penumbra sem guarida,
Em terra que arruina a semente.

E o que se sente na ferida, ardor violento,
Passa ao sombrio de um complexo labirinto.

- Sem sonho não há como.

Vem de uma vez buscar nossa imagem,
Antídoto do veneno de tanta bobagem.

Aparece hoje à noite na minha moldura
E completa o que falta em tão pobre pintura.

Cada nota que componho
É uma peça que reponho
Pra te ver sempre em meu sonho.
Paulo Renato,
23/06/2008.

3 comentários:

Conselho Gestor disse...

Legal Paulo !!!!!!!!!!!!!

Barbara Limiria de Jesus disse...

À noite

achei muito legal ler a noite de tarde.

Abraços
Barbara

mar-santos disse...

E como é bom sonhar, mesmo acordados!

Beijos com saudades!
Jana